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O curso abrangeria 2 anos, mais tarde completados com
mais um, em 6 aulas semanais sobre teologia, Sagrada Escritura,
Moral, História da Igreja, Liturgia e Catequese.
Dos alunos exigia-se certificado de 2º grau, a não
ser para os que se inscrevessem somente como ouvintes.
Desejava-se dar-lhes uma formação
doutrinária básica e sólida, uma iniciação
teológica que lhes permitisse sentir ao vivo a beleza e
a coerência das verdades católicas, ao mesmo tempo
que os recursos didáticos que os habilitassem à
transmissão catequética a jovens. Numa época
em que se começava a difundir-se teorias heterodoxas e
questionamentos estranhos em matéria doutrinária,
a preocupação dominante da Escoa deveria ser a ortodoxia.
A partir de 1968, foi necessária
a criação de mais sucursais da Escola para atender
com maior qualidade a demanda de alunos em outras regiões
pastorais. Foi assim que em 1968 fundaram-se dois novos núcleos:
um no Encantado e outro em Braz de Pina e, em 1970, um em Botafogo."(1)
Nos seus primórdios, como visto acima, a instituição
teve uma preocupação com a formação
de catequistas e professores de religião em nível
médio. Com o passar do tempo e o crescimento da mesma,
verificou-se a viabilidade de muitas paróquias locarem
um núcleo da Escola, contribuindo assim para a formação
do católico em geral, e principalmente dos agentes de
pastorais.
Durante muitos anos a Escola foi dirigida por Pe. Estevão Tavares Bettencourt,
OSB, que com sua dedicação no ensino da fé católica contribuiu
significativamente para o aumento do número de núcleos da Escola,
atendendo assim, ao desejo de muitos fiéis que procuravam
aprofundar sempre mais as verdades da fé. Estão em funcionamento
28 núcleos da Mater
Ecclesiae e 13 núcleos da Luz e Vida na Cidade do Rio de
Janeiro.
Atualmente, a Escola está sob a direção
de Dom Edney Gouvêa Mattoso, Bispo Auxiliar da
Arquidiocese, e tem como Vice-diretor o Pe. Fábio da Silveira Siqueira. O escritório
central fica locado no Edifício João Paulo II da
Cúria Metropolitana desta cidade, onde funciona também a
difusão dos Cursos por Correspondência.
Possui ainda em sua estrutura um corpo docente composto
por padres, diáconos permanentes, religiosos, religiosas,
seminaristas, leigos e leigas engajados em diversas pastorais
e formados pelas principais instituições teológicas
do Rio de Janeiro.
A Escola de Fé e Catequese Mater Ecclesiae sempre
contou, desde a sua fundação, com o total apoio da Arquidiocese do Rio de Janeiro e de outros bispos
diocesanos que se interessam em levar a experiência desta
instituição para as suas dioceses. A título
de exemplo, podemos citar as Dioceses de Petrópolis-RJ, Campos-RJ, etc. Desta maneira, a proposta da Escola passa para
além dos limites iniciais, tornando-se um foco de ampla
irradiação da fé e da doutrina católicas.
Com a aprovação da lei que regulamenta o
ensino religioso confessional no Estado do Rio de Janeiro (Lei
nº 3459 de 14 de setembro de 2000), A Escola Mater Ecclesiae
foi habilitada na Arquidiocese como sendo um dos cursos reconhecidos
pelo então Cardeal Arcebispo do Rio, Dom Eusébio Oscar Scheid, para a
formação dos futuros professores da rede do ensino
religioso nas escolas municipais e estaduais. O primeiro concurso
público foi aberto contando 500 vagas, das quais 342 a
serem preenchidas por católicos e foi realizado no dia
04/01/2004 com a aprovação de 718 candidatos (dados
do Diário Oficial de 10/02/2004).
Texto do Pe. Leonardo Agostini Fernandes
atualizado em Abril/2007
(1) Trecho
retirado do texto de dom Cirilo, em 17/04/1973, por ocasião
da fundação da Escola Mater Ecclesiae. (voltar)
Leia, na íntegra, o texto
de Dom Cirilo Gomes , de 1973, sobre a fundação
da Escola.
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