|


S é r i e O p ú s c u l o s
de Dom Estêvão Bettencourt
Atualmente, a Escola Mater Ecclesiae oferece 66
opúsculos que versam sobre diferentes temas. Pe.
Estêvão Tavares Bettencourt, OSB, na sua
preocupação com a defesa da fé católica,
editou, ao longo de sua vida, vários opúsculos
sobre questões e pontos controvertidos em matéria
de fé e doutrina católicas, visando mostrar
a verdade, dissipar o erro e apontar dados que habilitem,
principalmente os hesitantes, a repensar as propostas
enganosas, das quais, muitas vezes, se tornam vítimas
por não possuírem os elementos necessários
e críticos para perceber a inconsistência
de certas correntes de pensamento.
Outrossim, os opúsculos, por serem breves e extremamente
didáticos, são de fácil leitura e
compreensão dos temas neles abordados. Para maiores
informações, clique sobre o opúsculo
de sua preferência.
A I n q u i s i ç ã o
Muito se tem escrito sobre a Inquisição,
mas nem sempre com fundamento objetivo. O presente opúsculo
tenciona apresentar alguns dados reais que ajudam a compreender
o fenômeno "Inquisição".
Esta, em hipótese nenhuma, poderia ser repetida
em nossos dias, mas na respectiva época em regime
de Cristandade, quando toda a população,
desde o rei até o servo, era católica, não
causava espécie, mas impunha-se à consciência
dos cristãos como um dever; zelar pela integridade
da fé parecia estritamente obrigatório,
a tal ponto que o Estado, dito "cristão",
participou dos procedimentos da inquisição
e chegou mesmo a servir-se dela para favorecer seus interesses
políticos; tenha-se em vista, entre outros, o caso
de Joana d'Arc, a guerreira que incomodou os ingleses,
por isso, foi entregue à Inquisição
sob alegações religiosas.
Visando à clareza da exposição,
trataremos de 1) a Inquisição Medieval,
2) a Inquisição na Espanha e 3) a Inquisição
em Portugal, avaliando suas origens, procedimentos e particularidades.
A s C r u z a d a s e m d e b a t e
As cruzadas são uma ocorrência da
Idade Média que não condiz com o pensamento
contemporâneo e, por isso, jamais se repetiria em
nosso mundo ocidental. A fim de avaliar com serenidade
tal evento, requer-se uma recomposição do
quadro em que vivia a sociedade cristã dos séculos
XI-XII, que se sentia duramente interpelada pelo fato
de estar o Santo Sepulcro de Cristo e os demais lugares
da Terra Santa sob o domínio pouco amistoso dos
muçulmanos. Os cristãos replicaram a seu
modo, obedecendo a um dever de consciência, ...
dever este que nem sempre ficou isento da influência
política dos monarcas da época.
Conscientes da necessidade de apresentar ao público
traços importantes do fenômeno das "Cruzadas",
este opúsculo destina-se àqueles que desejam
informar-se com objetividade. Partindo de uma abordagem
histórica e avaliando concepções
e características medievais, Dom Estêvão
discorre sobre o tema e propõe ao leitor reflexões
acerca dos valores positivos e fatores negativos de tal
fenômeno.
I d a d e M é d i a :
T r e v a s ?
A Idade Média é o período
da história que vai de 476 (queda de Roma sob os
golpes dos godos) até 1450 (início do Humanismo
Renascentista). Tem sido julgado como fase de trevas e
estagnação. Eis, porém, que nos últimos
tempos vão sendo trazidos à tona documentos
e monumentos que dissipam esta impressão. É
o que as páginas deste opúsculo busca elucidar.
A partir de uma análise objetiva do período
medieval, Dom Estêvão aborda tal problemática,
avaliando seus princiapis traços característicos.
Assim, orienta o leitor para o reconhecimento do seu legado
cultural para a civilização ocidental.
O C a s o G a l i l e u
O caso Galileu já foi motivo de grande
polêmica e inúmeros escritos que visavam
apurar o que de fato ocorreu entre o astrônomo e
a Igreja Católica.
Galileu Galilei (1564-1642) defendia a teoria
do heliocentrismo, que parecia contradizer à Sagrada
Escritura, cuja interpretação levava a crer
que a Terra estava no centro do universo. Apesar de as
deduções de Galileu estarem corretas, este
foi levado a julgamento pelo Santo Ofício e condenado
à prisão domiciliar, abjurando publicamente
sua teoria.
Por iniciativa do Papa João Paulo II, o
caso foi esclarecido e reconhecidos os erros das partes
envolvidas, com o fim de dissipar a idéia de que
Fé e Razão se opõem.
Neste opúsculo, Dom Estêvão
apresenta o caso, suas implicações e esclarecimentos.
A I m a c u l a d a C o n c e i ç ã o d e M a r i a
Desde remota época o povo cristão
professou a total pureza de Maria ou a Virgem isenta de
pecado. Tal deveria ser aquela que se tornaria tabernáculo
do Altíssimo, trazendo em seu seio o Filho de Deus.
A Liturgia no Oriente e no Ociedente professa essa crença
do povo de Deus.
Os teólogos, porém, hesitavam a
propósito, julgando que, se Maria foi isenta de
pecado, ela estaria fora do âmbito da salvação
trazida por Cristo. Eis porque grandes mestres como São
Bernado e São Tomás de Aquino rejeitaram
a Imaculada Conceição de Maria nos sécs.
XII e XIII. O impasse só foi resolvido quando o
franciscano João Duns Scotus (+ 1308) propôs
a fórmula exata: Maria teve o débito do
pecado original, mas não sofreu o próprio
pecado, pois foi remida por aplicação antecipada
dos méritos de Cristo. Por conseguinte, Maria deve
a Cristo a sua total isenção de pecado.
Após Duns Scotus foi-se afirmando sempre
mais a fé do povo católico na Imaculada
Conceição a tal ponto que no séc.
XIX numerosas petições formam enviadas à
Santa Sé, pedindo a definição do
dogma - o que ocorreu em 8/12/1854, com o Papa Pio IX.
S o m e n t e a B í b l i a ?
Os irmãos protestantes dizem seguir somente a
Bíblia. Ao afirmá-lo, parecem não se dar
conta que a Bíblia é um livro sujeito a diversas
interpretações como as de Lutero, Calvino, Knox,
Wesley... Edir Macedo, interpretações que dão
origem a tradições diferentes transmitidas juntamente
com o texto bíblico.
O Dr. José Carlos de Castro Rios, ardoroso
apóstolo, houve por bem compilar as principais linhas da
teologia protestante e as confrontou com o texto bíblico,
mostrando a inadequação da mensagem protestante com
o Livro Sagrado.
Este opúsculo apresenta essas dissonâncias
a fim de que os leitores, católicos e não católicos,
possam se orientar no debate.
O B u d i s m o
O Budismo foi fundado por Siddhartha Gautama, o
Iluminado (Buda), no século VI a.C.. Procura libertar
o homem do sofrimento, tido como consequência do apego
às coisas sensíveis; o termo final da
insensibilização será o Nirvana, no qual
se desintegrará o núcleo pessoal; haverá
a negação de todas as realidades negativas para
dar lugar a uma felicidade indizível.
O Budismo professa a lei do Karma e o ciclo das
reencarnações, oferece uma cosmovisão que
tem imperativos do Absoluto, mas que não tem a face de
um Deus pessoal.
Ultimamente tem penetrado no Ocidente, inclusive no
Brasil, tomando formas diversas que o público brasileiro
não identifica facilmente. Daí a importância
de uma explanação de quem seja Buda e da doutrina
que ele pregou.
O m a l f a d a d o P a p a A l e x a n d r e V I( 1 4 9 2 - 1 5 0 3 )
A figura do Papa Alexandre VI (1492-1503) é
tida como a de um Pastor indigno, que desmereceu o título
a ele confiado. A sinceridade manda que se reconheçam
as falhas desse prelado, embora seja notório que os
historiadores carregam exageradamente as tintas do respectivo
quadro.
A fim de se conceber uma noção objetiva
e fiel do pontificado de Alexandre VI, é oportuno,
antes do mais, reconstituir o contexto histórico em
que viveu tal Papa.
É precisamente nesta perspectiva que o presente
opúsculo esclarece o tema, também destacando sua
eleição e seus traços biográficos.
S e r i a m t o d a s a s r e l i g i õ e s
e q u i v a l e n t e s e n t r e s i ? C o m o
r e c o n h e c e r a I g r e j a d e C r i s t o?
Em resposta distingamos o aspecto objetivo e o aspecto
subjetivo da questão
Aspecto objetivo... Não há dúvida,
todas as religiões costumam incutir os preceitos da lei natural:
não matar, não roubar, não adulterar... Mas a este fundo de Moral sobrevém
um Credo. Ora os Credos são contraditórios entre si, como a
experiência ensina. Logo, objetivamente falando, todas as religiões
não são equivalentes entre si.
Subjetivamente falando, observamos que alguém
pode estar candidamente professando um erro. Poderá salvar-se não
por causa do erro professado, mas por causa da candura ou inocência
com que o professa.
Para reconhecer a verdadeira Igreja de Cristo, não se deve
andar à procura da mais santa, pois a santidade dos homens oscila muito.
O critério certo é o da sucessão apostólica; Jesus
não disse "Estarei com os mais santos"; mas "Estarei com
os Apóstolos e seus sucessores até o fim dos tempos" (Mt 28, 18-20).
Ora a única comunidade assim estruturada é a Igreja Católica
apesar das suas sombras.
|